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Reforma Tributária: o que muda para as empresas e como se preparar

20 de agosto de 2026
Reforma Tributária: o que muda para as empresas e como se preparar

Conteúdo

  • 1 O que é a Reforma Tributária?
  • 2 Quais tributos serão substituídos?
  • 3 Em que fase estamos agora?
  • 4 Todas as empresas serão impactadas?
  • 5 A carga tributária vai aumentar ou diminuir?
  • 6 O que muda na rotina das empresas?
  • 7 Por que o planejamento tributário será ainda mais importante?
  • 8 Como sua empresa pode começar a se preparar?
  • 9 Conclusão
  • 10 Sua empresa já começou a se preparar para a Reforma Tributária?

A Reforma Tributária é uma das maiores mudanças no sistema de tributos brasileiro das últimas décadas. Seu objetivo é simplificar a tributação sobre o consumo, reduzir a complexidade das obrigações fiscais e criar um modelo mais uniforme para empresas de diferentes setores.

Embora a implementação aconteça de forma gradual, a transição já começou e algumas das novas exigências já fazem parte da rotina das empresas em 2026.

A forma como cada negócio será impactado depende de fatores como atividade exercida, regime tributário, estrutura de custos e características da operação. Por isso, entender as mudanças e acompanhar o cronograma da reforma deixou de ser apenas uma preparação para o futuro.

É uma necessidade do presente.

O que é a Reforma Tributária?

A Reforma Tributária reúne mudanças na legislação que alteram a forma como diversos tributos sobre o consumo serão cobrados no Brasil.

Um dos principais pontos é a substituição de parte dos impostos atuais por um modelo inspirado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), adotado em diversos países.

Na prática, a proposta busca tornar o sistema tributário mais simples, reduzir a cumulatividade de tributos e padronizar regras que hoje variam entre diferentes entes federativos.

Entre os principais tributos criados estão:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): de competência federal;
  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): compartilhado entre estados e municípios.

Além deles, foi criado o Imposto Seletivo (IS), destinado a determinados produtos e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

Quais tributos serão substituídos?

A implementação do novo sistema ocorre de forma gradual.

A CBS substituirá PIS e Cofins, enquanto o IBS substituirá gradualmente ICMS e ISS. Durante o período de transição, portanto, o sistema atual e o novo modelo coexistem.

E esse processo já está em curso.

Desde 1º de janeiro de 2026, os principais documentos fiscais eletrônicos, como NF-e, NFC-e, CT-e e NFS-e, entre outros, já precisam contemplar os campos destinados à CBS e ao IBS, conforme as Notas Técnicas específicas aplicáveis a cada modelo.

Isso significa que adaptar sistemas de emissão, cadastros e processos fiscais não é mais uma exigência futura.

As empresas já precisam estar preparadas para lidar com as novas informações nos documentos fiscais.

Em que fase estamos agora?

2026 foi definido como o ano de testes do novo sistema tributário.

Durante esse período, CBS e IBS já aparecem nos documentos fiscais com alíquotas simbólicas:

  • CBS: 0,9%;
  • IBS: 0,1%.

Apesar disso, o ano possui caráter de teste.

Nos termos do art. 348 da Lei Complementar nº 214/2025, as empresas ficam dispensadas do recolhimento efetivo desses tributos durante 2026, desde que cumpram corretamente as obrigações acessórias previstas.

Na prática, o objetivo é permitir que empresas, sistemas, administrações tributárias e demais envolvidos possam testar e ajustar seus processos antes que os novos tributos passem a produzir efeitos financeiros de maneira mais ampla.

O cronograma da transição segue da seguinte forma:

  • 2026: fase de testes, sem recolhimento efetivo de CBS e IBS, desde que cumpridas as obrigações previstas;
  • 2027: extinção do PIS/Cofins e entrada em vigor plena da CBS federal;
  • 2029 a 2032: implementação progressiva do IBS, acompanhada da redução gradual dos tributos antigos;
  • 2033: conclusão da transição e implementação integral do novo sistema tributário.

Para as empresas, esse cronograma reforça um ponto importante: o momento de agir é agora.

A fase de testes existe justamente para que sistemas, documentos, cadastros e processos sejam ajustados antes que CBS e IBS passem a gerar impactos financeiros efetivos na operação.

Todas as empresas serão impactadas?

Sim, mas não da mesma forma.

O impacto da Reforma Tributária varia conforme diferentes características do negócio, como:

  • atividade econômica;
  • regime tributário;
  • cadeia de fornecedores;
  • perfil dos clientes;
  • estrutura de custos;
  • possibilidade de aproveitamento de créditos;
  • formação de preços.

Empresas prestadoras de serviços, comércios e indústrias podem sentir os efeitos de maneiras diferentes, tanto na carga tributária quanto nas rotinas fiscais, financeiras e operacionais.

Por isso, não existe uma regra única que permita afirmar que todas as empresas pagarão mais ou menos impostos.

A análise precisa considerar a realidade de cada negócio.

A carga tributária vai aumentar ou diminuir?

Essa é uma das dúvidas mais frequentes sobre a Reforma Tributária, mas não existe uma resposta universal.

A reforma tem como um de seus principais objetivos simplificar a tributação sobre o consumo e reorganizar a forma como os tributos são cobrados.

O impacto financeiro, porém, dependerá das características de cada empresa.

Atividade exercida, estrutura de custos, cadeia de fornecedores, possibilidade de aproveitamento de créditos e perfil dos clientes são alguns dos fatores que podem interferir no resultado.

Por isso, mais do que olhar apenas para as novas alíquotas, será necessário analisar como o novo modelo afeta toda a operação da empresa.

O que muda na rotina das empresas?

A Reforma Tributária não muda apenas o nome ou a forma de calcular determinados tributos.

Ela também interfere diretamente nos processos fiscais e administrativos das empresas.

Entre os pontos que precisam ser revisados estão:

  • sistemas de gestão e ERPs;
  • emissão de documentos fiscais;
  • cadastros de produtos e serviços;
  • parametrização tributária;
  • controles financeiros;
  • processos contábeis e fiscais;
  • contratos;
  • formação de preços;
  • integração entre sistemas.

E parte dessa adaptação já precisa estar acontecendo em 2026.

Com CBS e IBS passando a constar nos documentos fiscais eletrônicos, empresas precisam verificar se seus sistemas estão atualizados e corretamente parametrizados para atender às novas exigências.

Não se trata, portanto, apenas de saber quanto a empresa poderá pagar de imposto no futuro.

É preciso garantir que a operação esteja preparada para emitir documentos corretamente, registrar informações, adaptar sistemas e cumprir as novas obrigações acessórias.

Quanto antes essas análises forem iniciadas, maior será a capacidade de adaptação durante o período de transição.

A fase de testes de 2026 cria justamente uma janela importante para identificar falhas, revisar parametrizações e corrigir processos antes que os novos tributos produzam seus efeitos financeiros de forma efetiva.

Por que o planejamento tributário será ainda mais importante?

Mudanças dessa dimensão podem criar novos desafios e também exigir decisões diferentes das que funcionavam até então.

Com a Reforma Tributária, acompanhar a evolução das regras e avaliar periodicamente a estrutura da empresa será cada vez mais importante.

Isso envolve entender não apenas quanto a empresa paga de imposto, mas como as novas regras podem afetar:

  • custos;
  • preços;
  • margens;
  • créditos tributários;
  • fornecedores;
  • contratos;
  • fluxo financeiro.

Uma estrutura que funciona bem no sistema atual não necessariamente produzirá o mesmo resultado depois da implementação completa da reforma.

Por isso, o planejamento tributário deixa de ser apenas uma análise pontual e passa a fazer parte do acompanhamento permanente da empresa durante a transição.

Como sua empresa pode começar a se preparar?

A transição já começou. Por isso, algumas medidas não devem mais ser tratadas apenas como preparação para os próximos anos.

Entre os principais cuidados estão:

  • verificar se os sistemas fiscais estão atualizados para CBS e IBS;
  • revisar a emissão dos documentos fiscais eletrônicos;
  • conferir cadastros e parametrizações tributárias;
  • manter a escrituração fiscal e contábil organizada;
  • revisar processos internos;
  • acompanhar regulamentações e Notas Técnicas;
  • analisar possíveis impactos na formação de preços;
  • avaliar contratos com clientes e fornecedores;
  • acompanhar o enquadramento tributário da empresa;
  • preparar sistemas e equipes para as próximas etapas do cronograma.

2026 é um período especialmente importante para realizar esses ajustes.

É o momento de entender como as novas regras funcionam na prática, identificar inconsistências e preparar a operação antes das próximas etapas da transição.

Deixar todas essas mudanças para quando CBS e IBS estiverem produzindo seus efeitos financeiros pode tornar a adaptação mais complexa e aumentar os riscos para a empresa.

Conclusão

A Reforma Tributária representa uma transformação profunda na maneira como os tributos sobre o consumo são cobrados no Brasil.

Mas, em 2026, a discussão já deixou de ser apenas sobre “o que vai mudar”.

A mudança começou.

CBS e IBS já fazem parte da estrutura dos documentos fiscais, os sistemas precisam estar preparados e as empresas entraram oficialmente no período de testes do novo modelo.

Os próximos anos ampliarão gradualmente os efeitos da reforma até a conclusão da transição, prevista para 2033.

Por isso, empresas que utilizarem 2026 para revisar processos, ajustar sistemas e compreender os impactos do novo modelo terão mais condições de atravessar as próximas etapas com organização e previsibilidade.

Mais do que acompanhar novas alíquotas, o momento exige planejamento, organização e acompanhamento constante da legislação.

Sua empresa já começou a se preparar para a Reforma Tributária?

A adaptação às novas regras vai além do cumprimento de obrigações fiscais.

Ela envolve sistemas, documentos fiscais, processos internos, formação de preços e planejamento tributário.

A Senhor Contábil acompanha a evolução da Reforma Tributária e apoia empresas na avaliação dos impactos das novas regras e na preparação para as diferentes etapas da transição.

Quanto antes sua empresa entender o que precisa mudar, mais preparada estará para o novo sistema tributário.

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