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HomeBlog Senhor ContábilContabilidadeImpostosTributárioVida de empreendedorSimples Nacional: entenda os 5 anexos

Simples Nacional: entenda os 5 anexos

21 de maio de 2026

Conteúdo

    • 0.1 Muita gente abre um CNPJ acreditando que o Simples Nacional funciona assim:
  • 1 5 anexos diferentes.
  • 2 O que são os anexos do Simples Nacional?
    • 2.1 O erro que mais faz empresários pagarem imposto errado
  • 3 Anexo I — Comércio
    • 3.1 Tabela do Anexo I — Comércio
    • 3.2 O que muita gente não sabe
  • 4 Anexo II — Indústria
    • 4.1 Tabela do Anexo II — Indústria
    • 4.2 Aqui existe um detalhe importante
  • 5 Anexo III — O anexo mais desejado dos serviços
    • 5.1 Tabela do Anexo III — Serviços
    • 5.2 Mas existe uma pegadinha importante
  • 6 Fator R.
    • 6.1 O Fator R pode mudar completamente seu imposto
  • 7 Anexo IV — o anexo que mais gera confusão
    • 7.1 Tabela do Anexo IV — Serviços
    • 7.2 O problema é que muitos empresários olham apenas a alíquota
  • 8 Anexo V — onde muitos profissionais pagam imposto demais
    • 8.1 Tabela do Anexo V — Serviços
    • 8.2 O problema não é o Simples Nacional
  • 9 O Simples não é simples para quem não entende a estrutura
  • 10 Como saber em qual anexo sua empresa está?
  • 11 Conclusão

Muita gente abre um CNPJ acreditando que o Simples Nacional funciona assim:

“Minha empresa paga X% de imposto.”

Mas não é tão simples assim.

Dentro do Simples Nacional existem:

5 anexos diferentes.

E é justamente isso que faz duas empresas com o mesmo faturamento pagarem valores totalmente diferentes em imposto.

Em alguns casos, a diferença ultrapassa:

  • milhares de reais por ano;
  • mesmo com o mesmo serviço;
  • o mesmo faturamento;
  • e até o mesmo número de clientes.

O problema?
Quase ninguém explica isso de forma prática para o empreendedor.

O que são os anexos do Simples Nacional?

Os anexos funcionam como: tabelas de tributação.

Cada uma possui:

  • percentuais (aliquotas) diferentes;
  • regras diferentes;
  • formas diferentes de cálculo.

E a atividade da empresa (CNAE) define em qual anexo ela pode ser enquadrada.

Hoje o Simples Nacional possui:

  • Anexo I → comércio;
  • Anexo II → indústria;
  • Anexo III → serviços com menor carga tributária;
  • Anexo IV → serviços com tributação específica;
  • Anexo V → serviços com maior tributação (atividades com especialização).

O erro que mais faz empresários pagarem imposto errado

A maioria das pessoas acredita que:

“Simples Nacional é tudo igual.”

Mas não é.

Dependendo do anexo:

  • uma empresa pode começar pagando 4%;
  • enquanto outra começa em 15,5%.

E aqui está o ponto importante:

não é apenas o faturamento que define isso.

Entram fatores como:

  • atividade da empresa;
  • CNAE;
  • folha de pagamento;
  • pró-labore;
  • Fator R;
  • estrutura tributária.

É por isso que muitos empresários:

  • pagam mais imposto sem perceber;
  • escolhem CNAE errado;
  • abrem empresa sem estratégia;
  • descobrem tarde demais que poderiam economizar.

Anexo I — Comércio

O Anexo I é voltado para: empresas que vendem produtos.

Exemplos:

  • lojas;
  • e-commerce;
  • distribuidoras;
  • comércio em geral.

A alíquota inicial costuma começar em: 4%.

Tabela do Anexo I — Comércio

Faixa Receita bruta em 12 meses Alíquota Parcela a deduzir
1 Até R$ 180 mil 4% R$ 0
2 De R$ 180 mil a R$ 360 mil 7,3% R$ 5.940
3 De R$ 360 mil a R$ 720 mil 9,5% R$ 13.860
4 De R$ 720 mil a R$ 1,8 milhão 10,7% R$ 22.500
5 De R$ 1,8 milhão a R$ 3,6 milhões 14,3% R$ 87.300
6 De R$ 3,6 milhões a R$ 4,8 milhões 19% R$ 378 mil

O que muita gente não sabe

Mesmo no comércio, o imposto não é “fixo”.

Ele varia conforme:

  • faturamento acumulado;
  • faixa da empresa;
  • crescimento do negócio.

Ou seja:
a empresa pode começar pagando 4% e depois subir gradualmente.

Anexo II — Indústria

O Anexo II é direcionado para: empresas industriais.

Exemplos:

  • fabricação;
  • produção;
  • industrialização;
  • pequenas fábricas.

A alíquota inicial geralmente começa em: 4,5%.

Tabela do Anexo II — Indústria

Faixa Receita bruta em 12 meses Alíquota Parcela a deduzir
1 Até R$ 180 mil 4,5% R$ 0
2 De R$ 180 mil a R$ 360 mil 7,8% R$ 5.940
3 De R$ 360 mil a R$ 720 mil 10% R$ 13.860
4 De R$ 720 mil a R$ 1,8 milhão 11,2% R$ 22.500
5 De R$ 1,8 milhão a R$ 3,6 milhões 14,7% R$ 85.500
6 De R$ 3,6 milhões a R$ 4,8 milhões 30% R$ 720 mil

Aqui existe um detalhe importante

Muitos negócios acham que são “comércio”, mas na prática possuem atividade industrial.

Dependendo da operação:

  • montagem;
  • fabricação;
  • importação;
  • personalização;
  • manipulação;

a tributação pode mudar completamente.

E isso impacta:

  • imposto;
  • margem;
  • precificação;
  • competitividade.

Anexo III — O anexo mais desejado dos serviços

O Anexo III virou praticamente: o objetivo tributário de muitos prestadores de serviço.

Porque sua alíquota inicial pode começar em: 6%.

É aqui que entram muitas atividades como:

  • psicólogos;
  • fisioterapeutas;
  • nutricionistas;
  • representantes comerciais;
  • agências;
  • profissionais liberais;
  • algumas empresas de tecnologia.

Tabela do Anexo III — Serviços

Faixa Receita bruta em 12 meses Alíquota Parcela a deduzir
1 Até R$ 180 mil 6% R$ 0
2 De R$ 180 mil a R$ 360 mil 11,2% R$ 9.360
3 De R$ 360 mil a R$ 720 mil 13,5% R$ 17.640
4 De R$ 720 mil a R$ 1,8 milhão 16% R$ 35.640
5 De R$ 1,8 milhão a R$ 3,6 milhões 21% R$ 125.640
6 De R$ 3,6 milhões a R$ 4,8 milhões 33% R$ 648 mil

Mas existe uma pegadinha importante

Nem toda empresa de serviço entra automaticamente no Anexo III.

Em muitos casos, ela pode cair no: Anexo V.

E é aí que entra o famoso:

Fator R.

O Fator R pode mudar completamente seu imposto

O Fator R é um cálculo que compara:

  • folha de pagamento (pró-labore + funcionários, se houver);
  • faturamento da empresa.

Se a folha representar pelo menos: 28% do faturamento,

algumas atividades conseguem sair do:

  • Anexo V

e ir para o:

  • Anexo III.

Na prática:
isso pode reduzir drasticamente o imposto.

Exemplo prático

Imagine dois psicólogos que faturam:

R$ 15 mil por mês.

Os dois atendem online.
Os dois trabalham sozinhos.

Mas existe uma diferença:

Psicólogo A

  • estrutura errada;
  • pró-labore mal definido;
  • tributação no Anexo V.

Imposto: aproximadamente 15,5%.

Psicólogo B

  • estrutura tributária ajustada;
  • planejamento correto;
  • Fator R aplicado.

Imposto: próximo de 6%.

Os dois trabalham igual.

Mas um deles termina o ano com milhares de reais a mais no caixa.

Anexo IV — o anexo que mais gera confusão

O Anexo IV possui uma característica importante: o INSS patronal não está incluído no DAS.

Isso significa que empresas desse anexo pagam:

  • DAS;
  • mais 20% de INSS Patronal sobre folha.

É muito comum em atividades como:

  • construção civil;
  • limpeza;
  • vigilância;
  • algumas atividades específicas de serviço.

Tabela do Anexo IV — Serviços

Faixa Receita bruta em 12 meses Alíquota Parcela a deduzir
1 Até R$ 180 mil 4,5% R$ 0
2 De R$ 180 mil a R$ 360 mil 9% R$ 8.100
3 De R$ 360 mil a R$ 720 mil 10,2% R$ 12.420
4 De R$ 720 mil a R$ 1,8 milhão 14% R$ 39.780
5 De R$ 1,8 milhão a R$ 3,6 milhões 22% R$ 183.780
6 De R$ 3,6 milhões a R$ 4,8 milhões 33% R$ 828 mil

O problema é que muitos empresários olham apenas a alíquota

E esquecem do custo total.

Às vezes:

  • a alíquota parece baixa;
    mas
  • o custo previdenciário aumenta bastante.

Por isso olhar apenas o percentual do DAS pode gerar decisões erradas.

Anexo V — onde muitos profissionais pagam imposto demais

O Anexo V é conhecido pelas: maiores alíquotas do Simples Nacional para serviços.

A tributação inicial costuma começar em: 15,5%.

Aqui entram muitas atividades intelectuais e técnicas.

Mas existe um detalhe importante: várias delas podem migrar para o Anexo III via Fator R.

E é justamente aqui que muitos profissionais:

  • perdem dinheiro;
  • pagam imposto acima do necessário;
  • mantêm estrutura errada durante anos.

Tabela do Anexo V — Serviços

Faixa Receita bruta em 12 meses Alíquota Parcela a deduzir
1 Até R$ 180 mil 15,5% R$ 0
2 De R$ 180 mil a R$ 360 mil 18% R$ 4.500
3 De R$ 360 mil a R$ 720 mil 19,5% R$ 9.900
4 De R$ 720 mil a R$ 1,8 milhão 20,5% R$ 17.100
5 De R$ 1,8 milhão a R$ 3,6 milhões 23% R$ 62.100
6 De R$ 3,6 milhões a R$ 4,8 milhões 30,5% R$ 540 mil

O problema não é o Simples Nacional

O problema é entrar nele sem estratégia.

Muita gente escolhe:

  • contador pelo menor preço;
  • CNAE no automático;
  • pró-labore “no chute”;
  • abertura rápida sem planejamento.

E depois:

  • paga imposto alto;
  • cresce sem margem;
  • perde dinheiro sem perceber.

O Simples não é simples para quem não entende a estrutura

Esse talvez seja o maior ponto.

O nome “Simples Nacional” faz parecer que: tudo é automático.

Mas na prática:

  • enquadramento;
  • CNAE;
  • anexo;
  • Fator R;
  • pró-labore;
  • folha;
  • planejamento;

mudam completamente a tributação da empresa.

E pequenas decisões no início podem gerar:

  • economia;
  • ou prejuízo tributário recorrente durante anos.

Como saber em qual anexo sua empresa está?

Você pode descobrir:

  • no cartão CNPJ;
  • na apuração do DAS;
  • com análise do CNAE;
  • ou com apoio contábil.

Mas o mais importante não é apenas: “em qual anexo estou”.

A pergunta certa é: “esse é realmente o melhor enquadramento para minha operação?”

Porque muitas empresas estão:

  • corretas juridicamente;
    mas
  • ineficientes financeiramente.

Conclusão

Os anexos do Simples Nacional não são apenas tabelas tributárias.

Eles definem:

  • quanto dinheiro sobra;
  • quanto a empresa cresce;
  • quanto imposto é pago;
  • e até a saúde financeira da operação.

E entender isso cedo pode evitar anos pagando mais imposto do que deveria.

 

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